O que é corrosão metálica? Aprenda a preveni-la!

Você sabe o que é corrosão metálica? A famosa ferrugem – proveniente do processo de oxidação que acomete vários metais indevidamente cuidados – é uma problema comum em várias casas e comércios, ainda mais em ambientes externos desprotegidos de intempéries. Felizmente, seja em fachadas, brises, forros, telhas ou móveis de interior, esse evento eletroquímico pode ser prevenido e tratado antes que se torne algo irreversível.

Neste artigo, aprenda o que é corrosão metálica e como evitá-la, protegendo suas superfícies a longo termo.

Leia também: Metais que não oxidam e seus usos na construção civil

O que é corrosão metálica?

Como o nome sugere, a corrosão metálica trata-se da parcial ou total deterioração de estruturas ferrosas, que começam a se desgastar após passarem por um processo de oxidação. De forma similar ao que acontece com as rochas expostas a condições do meio ambiente, a superfície do metal é deformada e, com o tempo, o nível de estrago a faz desaparecer.

Como limpar aço inox
Oxidação aparente em chapa de aço inoxidável

O processo por trás disso se dá tanto por reações de oxirredução quanto eletroquímicas que envolvem agentes naturais presentes no ar, com o gás oxigênio sendo o principal inimigo desses elementos. O contato entre o oxigênio e a água está diretamente ligado à oxidação, que, por sua vez, causa a corrosão se não for tratada de maneira apropriada.

Em outras palavras, a ferrugem – com aquela textura envelhecida e visual avermelhado que nos é tão familiar – é o estágio anterior à corrosão metálica, ponto no qual a estrutura ou peça se torna disfuncional e deve ser substituída.

Como ocorre a corrosão?

O processo de corrosão metálica ocorre por meio de uma série de reações que, na maioria das vezes, envolvem um metal, um eletrólito (geralmente água ou um líquido condutor) e oxigênio. Abaixo separamos os principais estágios envolvidos nisso:

  1. No primeiro estágio – conhecido como oxidação – átomos de metal na superfície do material perdem elétrons e se transformam em íons metálicos positivos (cátions). A reação química geralmente envolve a formação de íons metálicos, liberando elétrons.

  1. Os elétrons liberados durante a oxidação do metal percorrem a superfície metálica, gerando uma corrente elétrica e fluindo do local da oxidação (ânodo) para outra parte da superfície metálica, onde ocorre a redução. Então, na área onde os elétrons fluem e são consumidos, ocorre a redução do oxigênio presente no ambiente.

  1. Por fim, quando há presença de oxigênio e a água, eles reagem para formar íons hidróxido (OH-) ou outros produtos de corrosão, dependendo das condições específicas. Isso é conhecido como o catodo – e os íons metálicos gerados na oxidação do metal migram através do eletrólito em sua direção, onde reagem com os íons hidróxido formando compostos como óxidos, hidróxidos ou sais, que geralmente são sólidos e se acumulam na superfície metálica.

As formas mais comuns de corrosão metálica

Em relação à aparência e à morfologia dos metais (vide imagem), podemos citar as seguintes deformações:

  • Uniforme: essa forma mais comum atinge a superfície do material em peso, sendo mais aparente, porque sua espessura é alterada;

  • Corrosão por placas: acontece em partes e é bem progressiva, pois pedaços da superfície vai se soltando e forma depressões;

  • Alveolar: também sofre escavações, mas sua aparência é arredondada, pois é picada com pequenos orifícios na superfície;

  • Corrosão por pite: forma agressiva que ocorre por debaixo, sendo bem mais profunda e cuja dimensão real da gravidade só pode ser medida por profissionais;

  • Intergranular ou intercristalina: acontece entre os grãos da rede cristalina e se dá devido aos contornos reativos;

  • Transgranular ou transcristalina: ao contrário da anterior, ocorre dentro da rede cristalina, gerando trincas e quebradiças.

Com isso dito, existem 3 naturezas de corrosão metálica:

Corrosão eletroquímica

Este tipo de corrosão metálica ocorre quando há a presença de água. Aqui, estão envolvidos um condutor (metal) e um condutor iônico (eletrólito) em uma solução, tendo assim a formação de uma pilha com a circulação de elétrons na superfície metálica.

Corrosão química

Esse processo de corrosão é também conhecido por oxidação – acontecendo quando existe a ação de um agente químico sobre a superfície metálica. Nesse mecanismo de corrosão não há a necessidade da presença de água nem da troca de elétrons de uma superfície para a outra – e é favorecido em ambientes com temperaturas elevadas.

Corrosão eletrolítica

Pode ser considerado também um processo de corrosão eletroquímica – acontecendo quando há uma fuga de corrente proveniente de deficiências de isolamentos ou aterramentos.

Não perca: Afinal, o aço inoxidável enferruja ou não?

Como prevenir a corrosão metálica?

A corrosão é bastante comum em cidades litorâneas – onde a maior umidade ambiente causa a oxidação do metal com mais recorrência. No entanto, mesmo em regiões desfavoráveis, é possível tomar medidas para proteger o seu investimento.

No fim do dia, a ferrugem não é nada menos do que a perda de elétrons para o ar. Portanto, para preservar a integridade do metal, é necessário proteger a sua superfície com materiais igualmente resistentes, além de realizar a limpeza apropriada de tempos em tempos. Veja só as principais maneiras de fazer isso:

Pintura especial

A pintura especial envolve a aplicação de revestimentos protetores sobre a superfície do metal – geralmente consistindo em tintas ou vernizes que formam uma barreira física entre a peça e o ambiente corrosivo. Praticamente todo tipo de transporte, incluindo desde motos e carros até aviões e navios, se utilizam dessa técnica para juntar a estética à funcionalidade.

Brises coloridos em edificação comercial

As tintas protetoras podem conter pigmentos anticorrosivos ou inibidores de corrosão que ajudam a evitar a corrosão, mesmo se a superfície pintada for danificada. Para surtir efeito e aderência contínua, a preparação adequada da superfície – como a remoção de ferrugem, se existir, e a limpeza – é primordial.

Leia tudo sobre brises coloridos para fachadas neste artigo.

Plastificação

A plastificação, por sua vez, envolve a aplicação de um revestimento de plástico sobre a superfície do metal. Isso também cria uma camada protetora que isola a estrutura principal do ambiente corrosivo.

Esse procedimento pode ser feito por meio de técnicas como revestimento em pó ou revestimento por imersão, onde o metal é mergulhado em um banho de plástico derretido.

Anodização

Também chamada de proteção por película de óxido, a anodização é um processo eletroquímico geralmente aplicado a metais como alumínio, envolvendo a formação controlada de uma camada de óxido na superfície do metal.

Uma vez que essa camada de óxido é densa e resistente à corrosão, ela proporciona uma excelente proteção contra choques químicos e mecânicos, além de poder criar superfícies coloridas e decorativas na composição visual do alumínio.

Galvanização

A galvanização é um processo em que uma camada de zinco é aplicada à superfície do metal. O zinco é um metal mais reativo que o ferro e o aço e, portanto, sacrifica-se para proteger o metal subjacente.

O óxido de zinco forma uma camada protetora na superfície da peça, que impede a corrosão do metal principal subjacente, mesmo quando a camada extra é danificada. A galvanização é comumente usada para proteger estruturas de aço, como cercas, postes e peças de automóveis – e é encontrada no mercado por meio do aço galvanizado, um produto já preparado para tais aplicações.

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