Afinal, qual eletrodo usar para chapa fina?
A soldagem de chapas finas exige atenção especial ao tipo de eletrodo, à amperagem e ao processo utilizado. Um erro comum é aplicar parâmetros pensados para chapas grossas, o que pode causar perfurações, empenamentos ou cordões com baixa resistência mecânica.
Hoje, a união de chapas finas deixou de ser um desafio técnico graças à variedade de eletrodos e processos disponíveis. No entanto, a escolha correta ainda depende de fatores como material da chapa, espessura, posição de soldagem e acabamento desejado.
Neste guia completo, você vai entender qual eletrodo usar para chapa fina, quais parâmetros regulam a solda e quais cuidados garantem um resultado seguro e durável.
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Do que são constituídos os eletrodos?

Os eletrodos revestidos utilizados na soldagem são formados por duas partes principais:
- Vareta metálica (alma): conduz a corrente elétrica e fornece o metal de adição para a junta soldada.
- Revestimento: estabiliza o arco elétrico, protege a poça de fusão contra contaminação atmosférica e influencia diretamente na penetração e no acabamento do cordão.
Essa composição é essencial para garantir estabilidade do arco, controle térmico e qualidade metalúrgica da solda – fatores críticos ao trabalhar com chapas finas.
O que considerar antes de escolher o eletrodo
Antes de definir qual eletrodo usar, é importante avaliar:
- Tipo de material (aço carbono, inox, galvanizado ou alumínio)
- Espessura da chapa
- Resistência mecânica exigida
- Processo de soldagem disponível (eletrodo, MIG ou TIG)
- Acabamento desejado
Quanto mais fina a chapa, maior deve ser o controle térmico e menor a penetração do arco para evitar perfurações.
Relação entre espessura da chapa e tipo de eletrodo
A espessura do material é o principal critério técnico na escolha do eletrodo:
- 0,8 mm a 1,5 mm → Preferência por soldagem TIG (controle preciso do calor)
- 1,5 mm a 3,0 mm → Eletrodo E6013 de pequena bitola
- Acima de 3,0 mm → E6013 ou E7018, conforme a resistência estrutural exigida
Essa relação evita excesso de penetração e deformações na peça.
Qual eletrodo usar para chapa fina? Principais opções

E6013
O eletrodo E6013 é o mais utilizado na soldagem de chapas finas de aço carbono. Seu revestimento rutílico proporciona arco estável, baixa penetração e acabamento uniforme, características ideais para materiais de pequena espessura.
Indicações:
- Chapas de aço carbono finas
- Serralheria leve
- Estruturas metálicas de baixa espessura
- Ponteamentos e soldas de acabamento
Vantagens:
- Menor risco de perfuração da chapa
- Baixa geração de respingos
- Fácil abertura e estabilização do arco
- Aplicação em todas as posições
Bitolas recomendadas:
- 1,6 mm → chapas muito finas
- 2,0 mm → chapas finas padrão
E308L-17
Quando o material base é aço inoxidável, o uso de eletrodos específicos como o E308L-17 é essencial. Ele possui baixo teor de carbono, o que reduz o risco de corrosão intergranular e garante melhor acabamento superficial.
Aplicações comuns:
- Equipamentos alimentícios
- Tanques e reservatórios
- Estruturas inox de baixa espessura
Eletrodo de tungstênio (TIG)
Na soldagem TIG, o eletrodo de tungstênio é não consumível e o metal de adição é aplicado separadamente. Esse processo oferece o maior controle sobre o calor, sendo ideal para chapas muito finas, especialmente de alumínio e inox.
Indicado para:
- Chapas de alumínio
- Chapas muito finas (< 1,5 mm)
- Soldas de alta precisão e acabamento superior
Eletrodos para alumínio
A soldagem de chapas finas de alumínio normalmente é realizada por TIG ou MIG. Eletrodos específicos para alumínio podem ser utilizados em reparos ou aplicações pontuais, mas exigem controle rigoroso do arco curto e movimentação suave.

Amperagem ideal para não furar chapa fina
Controlar a corrente elétrica é decisivo para evitar perfuração ou deformação térmica. Como referência, veja abaixo:
- E6013 1,6 mm → 30 a 50 A
- E6013 2,0 mm → 40 a 70 A
- TIG em chapas finas → baixa amperagem com controle preciso do arco
Amperagens elevadas geram penetração excessiva e comprometem a integridade da chapa.
Eletrodo revestido x MIG x TIG: qual processo escolher?
A escolha do processo também influencia diretamente na qualidade da soldagem em chapas finas, jpa que cada um atende melhor a um tipo de aplicação e material base. Veja só:
- Eletrodo revestido: ideal para manutenção, serralheria e ambientes externos
- MIG/MAG: maior produtividade e bom controle térmico em chapas finas
- TIG: máxima precisão, indicado para inox, alumínio e acabamentos finos
A propósito, chapas galvanizadas exigem atenção especial durante a soldagem. O revestimento de zinco pode liberar vapores tóxicos quando aquecido, além de interferir na qualidade da solda.
Recomendamos o seguinte:
- Remover parcialmente a camada galvanizada na região da solda
- Utilizar ventilação adequada
- Empregar parâmetros térmicos moderados
- Usar eletrodos compatíveis com o material base
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