R. José Guerreiro, 40 Distrito Industrial II Iracemápolis/SP

Metal expandido pode melhorar a iluminação natural de um edifício, mostra estudo

Como proteger um ambiente do excesso de sol sem simplesmente bloquear a entrada de luz?

Essa é uma questão recorrente em projetos que utilizam grandes áreas envidraçadas. Afinal, aumentar a abertura de um edifício pode favorecer a iluminação natural, mas também trazer mais radiação solar, ofuscamento e exposição excessiva à luz.

Uma das respostas para esse desafio está nos sistemas de sombreamento. E um material normalmente associado à estética das fachadas também pode desempenhar um papel importante nessa estratégia: o metal expandido.

Um estudo publicado no Journal of Building Engineering investigou justamente essa possibilidade, analisando como diferentes configurações de uma chapa expandida podem influenciar o desempenho da iluminação natural de um edifício.

Vamos, então, destrinchá-lo.

E se o desenho da malha também fosse uma ferramenta de desempenho?

Quando pensamos em metal expandido, é natural prestar atenção primeiro ao desenho dos losangos e à aparência que a malha produz.

Mas, para os pesquisadores, a geometria representa muito mais do que uma escolha estética.

O estudo utilizou um modelo paramétrico que permitia variar diferentes características do metal expandido, como as dimensões da abertura, a largura dos elementos da malha e seu ângulo. A partir dessas combinações, os pesquisadores puderam avaliar como cada configuração afetava a entrada de luz no edifício.

A ideia é simples: duas chapas expandidas podem desempenhar funções semelhantes, mas produzir resultados diferentes dependendo da geometria escolhida.

Isso transforma a malha em uma variável de projeto.

Em vez de especificar o material apenas pela aparência, o arquiteto pode considerar também como suas características influenciam a relação entre o ambiente interno e a luz natural.

Mais de 3 mil possibilidades foram testadas

Para encontrar configurações capazes de equilibrar diferentes objetivos, os pesquisadores recorreram à chamada otimização multiobjetivo.

Na prática, o sistema avaliou milhares de combinações possíveis para tentar encontrar soluções que reduzissem a exposição excessiva à luz solar sem eliminar a iluminação natural útil.

Ao todo, foram geradas 3.176 soluções de projeto durante o processo de otimização.

O número ajuda a dimensionar a complexidade da questão.

Não existe necessariamente uma única configuração perfeita para uma fachada. Uma solução pode bloquear mais radiação, enquanto outra pode favorecer uma maior entrada de luz. O desafio é encontrar um equilíbrio adequado às necessidades do edifício.

E é justamente aí que o metal expandido ganha uma característica interessante para a arquitetura: a possibilidade de trabalhar com diferentes níveis de abertura e proteção a partir da própria geometria da malha.

O resultado: menos exposição ao sol e mais luz útil

Os resultados encontrados pelos pesquisadores mostram o potencial dessa abordagem.

Entre as configurações avaliadas, as soluções otimizadas conseguiram reduzir em 100% o ASE, indicador utilizado para medir a exposição anual excessiva à luz solar direta, enquanto o UDI, que representa a faixa de iluminação natural considerada útil, chegou a apresentar um aumento de aproximadamente 50% em relação à configuração de referência.

Em outras palavras, o objetivo não era simplesmente escurecer o ambiente.

A proposta era encontrar uma configuração capaz de filtrar o excesso de luz mantendo uma quantidade adequada de iluminação natural.

Essa diferença é importante.

Uma fachada excessivamente fechada pode reduzir a incidência solar, mas também pode exigir mais iluminação artificial. Já uma fachada muito aberta pode favorecer a entrada de luz, mas aumentar a exposição direta e o risco de desconforto visual.

O estudo mostra como o metal expandido pode ser explorado justamente nesse espaço intermediário.

A fachada pode ser eficiente sem deixar de ser bonita

Há ainda outro aspecto interessante na pesquisa: as soluções encontradas não precisaram seguir um único padrão visual.

Como diferentes parâmetros geométricos podiam ser combinados, o processo de otimização gerou diferentes possibilidades de aparência e desempenho.

Isso é particularmente relevante para a arquitetura.

A busca por uma fachada com melhor desempenho não precisa significar abrir mão da identidade visual do projeto. O padrão da malha, seu nível de transparência e sua relação com a estrutura podem participar da composição estética do edifício ao mesmo tempo em que cumprem uma função ambiental.

É uma mudança de perspectiva importante: o metal deixa de ser apenas um acabamento e passa a fazer parte da estratégia arquitetônica.

Essa característica ajuda a explicar por que chapas expandidas aparecem em aplicações como fachadas, brises, elementos de sombreamento, revestimentos e divisórias.

O melhor desenho depende do projeto

É importante, porém, não interpretar os resultados como se existisse uma configuração universal de metal expandido capaz de produzir o mesmo efeito em qualquer edifício.

A pesquisa foi baseada em simulações e em condições específicas de projeto. A orientação da fachada, o tamanho das aberturas, o clima, o tipo de vidro e as características da própria malha são alguns dos fatores que podem alterar o resultado.

Por isso, o principal aprendizado do estudo talvez não seja a existência de uma “malha ideal”, mas justamente o contrário: a geometria pode ser escolhida de acordo com o problema que o projeto precisa resolver.

Metal expandido pode melhorar a iluminação natural de um edifício, mostra estudo

Quando o metal passa a fazer parte da estratégia arquitetônica

O estudo reforça uma ideia que vem ganhando espaço na arquitetura: materiais utilizados na fachada podem desempenhar funções que vão muito além da aparência.

No caso do metal expandido, a própria configuração da malha pode ser explorada para controlar a relação entre o edifício e a luz natural, criando uma camada de proteção sem necessariamente bloquear completamente a visão ou a iluminação.

Para arquitetos e especificadores, isso amplia as possibilidades de uso do material. A escolha deixa de ser apenas entre “usar ou não usar metal expandido” e passa a envolver qual malha, qual abertura e qual configuração fazem mais sentido para aquele projeto.

Na Bepex, metais expandidos podem ser utilizados em diferentes soluções arquitetônicas, incluindo fachadas, brises, revestimentos e outros elementos personalizados.

Quer explorar as possibilidades do metal expandido para uma fachada ou sistema de sombreamento? Fale com a equipe da Bepex e encontre a configuração mais adequada para o seu projeto.

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